sábado, 15 de janeiro de 2011

Uma questão cultural

Hoje no Jornal de Santa Catarina foram publicadas diversas matérias sobre o corredor de ônibus, que iniciará seu funcionamento neste domingo.

A entrada destes corredores é uma tentativa extremamente valida de tentar melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas, pois por muitos anos os carros foram os mais beneficiados por obras, que sempre tiveram na fluidez do trânsito de particulares sua principal meta.

Apesar da falta de respeito com pedestres e ciclistas nestas obras, pois o corredores vão começar a funcionar sem que calçadas e acessos cicloviários estejam prontos ou corretamente construídos.

Abaixo a opinião do Senhor André Gustavo Reis Fialho, que achei muito interessante e onde grifei partes que  merecem destaque:



Deverá ser um processo lento de mudança, acredito inevitável, que parte da população que atualmente utiliza automóveis para se deslocar passe a usar o transporte coletivo. Certamente, parte dos motoristas da cidade deve ter percebido que os congestionamentos vieram para ficar; cada vez mais carros e motos nas ruas que, por sua vez, não aumentam de tamanho, são as mesmas da década de 1980. Com os corredores de ônibus, o transporte coletivo se livrará pouco a pouco dos congestionamentos, reduzindo os tempos de viagem com o aumento da velocidade e, principalmente, melhorando a confiabilidade (horários) das linhas de ônibus.

Porém, o transporte coletivo sofre pela falta de incentivos e de subsídios para reduzir as tarifas, que trariam certamente um grande contingente de usuários de volta ao sistema, abandonando a perda de tempo e dinheiro que o transporte individual cada vez mais proporciona. No curto prazo, acredito que boa parte da população vá continuar usando automóveis, resistindo ao máximo, mesmo que perca horas no trânsito ou na busca de uma vaga de estacionamento (não há vagas para todos nas vias públicas). Continuarão perdendo tempo, paciência e dinheiro com combustível, estacionamento e manutenção do automóvel, até se convencerem que o status de rico não compensa no dia a dia.

É comum na América Latina encontrar pessoas que consideram o uso de transporte coletivo uma humilhação, é uma questão cultural. Também fica claro que o sistema de transporte tem que apresentar melhoras e expansão da oferta para conquistar este público, além de receber subsídios. Em resumo, acredito que a implantação dos corredores de ônibus irá beneficiar o transporte público e a cidade como um todo, sendo um primeiro passo para a melhoria da mobilidade na cidade de Blumenau.

ANDRÉ GUSTAVO REIS FIALHO|Consultor de Transporte

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ciclista desaparecido.



Ultima noticia sobre ele foi dia 25/12/2010 na região de Gaspar. Acredita-se que estava indo na direção do litoral,  mas não se deve descartar outras alternativas.

Bicicletas na 7.

Como já havia falado o projeto do corredor de ônibus inclui um projeto cicloviário.

Abaixo algumas fotos de Hoje 14/01/2010 sobre alguns indicativos destes projeto:

Enfrente ao Shopping, falta rebaixar  o meio fio do outro lado da ciclofaixa, e seria mais interessante se este acesso tivesse algum meio de reduzir a velocidade dos carros.

Também Shopping, entrada lateral.

Entre o Shopping e a Loja Vopato, um dos problemas é que é continuação da anterior, mas fica do outro lado da ilha, com a entrada do túnel entre as duas travessia cicloviárias.

Cruzamento da Floriano Peixoto, tem um canteiro,  segundo um operário amanhã vão começar as obras do outro lado.

Há um desnível de uns 5 centímetros entre a calçada e a via, dificultando o acesso de ciclista e cadeirantes.

Boca de Lobo e desnível em ângulo, sinaleiro  e placas no caminho.

A mais correta que vi. Apesar que a rampa ser em um ângulo acentuado e ter um pequeno desnível.

Meio fio e um sinaleiro no caminho.

Como dá para ver pintaram  umas listas vermelhas, mas elas dão de cara com quinas em ângulo, meio fio, sinaleiros, placas e bocas de lobo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

5,5 Milhões.

Carro:

No ano passado foram comercializados 5,4 milhões de veículos automotores(carros, motos, caminhões e ônibus), alavancando boa parte da economia nacional, mas ao mesmo tempo inchando ainda mais a nossa já lotada malha viária, principalmente urbana.* Os dados são estimados levando em conta a produção e não a venda e registro dos veículos, ver comentário no final.

Aumentando também os gastos decorrentes do uso excessivo e irresponsável dos carros e motos.

Os 5,4 milhões de veículos automotores serão responsável pelo aumento de engarrafamentos, aceleração do desgaste de vias, aumento da poluição atmosférica, auditiva, espacial e visual.

Aumenta a arrecadação, mas ao mesmo tempo aumenta o gasto público, com obras de ampliação, melhorias e manutenção, com fiscalização e com a saúde.

Em Blumenau no ano de 2010 o trânsito deixou também um recorde, 61 pessoas mortas em vias municipais. Isto pode não estar relacionado diretamente ao aumento do carro, mas é interessante notar esta coincidência. Para mim a irresponsabilidade dos motoristas junto ao excesso de veículos, planejamento deficitário, falta de fiscalização e de punições eficientes são os responsáveis.

Engarrafamentos estão cada vez mais comuns na cidade, cruzar o centro de Blumenau dependendo do horário é uma aventura. Um exemplo é a viagem de ônibus Terminal Aterro X Terminal Garcia  que pode variar de 30minutos a 1hora e 20minutos durante o dia, mais que o dobro. Problema que deve ser amenizado com os corredores, mas não solucionado, já que ainda existiram pontos de estrangulamento para o Transporte Público como a Rua Amazonas e a Rua Santa Catarina.


Bicicleta:

Agora outro número de venda de veículos de 2010 e que não foi tão divulgado pela imprensa é o de bicicletas beirando os 5,5 milhões de unidade, muito similar ao de veículos automotores. E com perspectiva de crescimento de 7,5%. (Este número informado pela ABRACICLO). Segundo Antonio Miranda, Ex-presidente da UCB o número de bicicletas vendidas foi superior a 11milhões.

A favor da bicicleta estão seu baixo valor aquisitivo, sua baixa poluição, seu baixo impacto sobre a via em que trafega, a necessidade de uma infraestrutura de baixo custo, um meio saudável de locomoção tanto física como mentalmente, entre diversos outros motivos. Isto quer dizer diminuição dos custos do governo na área de infraestrutura e saúde liberando verbas para investimento público em outras áreas.

A bicicleta  sozinha não é a solução para o problema de trânsito e para os problemas por ele gerado em Blumenau e na maioria das cidades do país, mas com certeza é uma parte fundamental para a solução. Para isto necessita receber o tratamento adequado por parte das administrações públicas.

Estes números de venda* deveriam ser entendido pelos nossos governantes como um aviso de que está na hora deles pensarem não apenas em um modal de transportes como prioridade (Carro). E que há um mercado consumidor de 11 milhões de pessoas, que esta sendo deixado a margem dos investimento e que podem ser a resposta para muitos dos problemas das cidades.

Por que cidadãos recebem dos nossos administradores atenção tão diferente? Sendo que no final o beneficio mais lucrativo, social  e econômico, está com os que são deixados atualmente a  margem? 


*Segundo Antônio Miranda, estes números estão incorretos, pois os dados são estimados  na produção  já que a contagem  divulgada pelo DENATRAN de carros  registrados é apenas até julho de 2010, assim foi levado em conta o número de produção. Já as bicicletas só levaram em conta o número de produção dos Associados a ABRACICLO, sem contar as bicicletas montadas, que recebem peças de diversos fabricantes e que já superam o número de bicicletas produzidas completas por um único fabricante.


Segundo Miranda na frota de 2009 o DENATRAN computou o registro de 38,4 milhões de automóveis  e caminhonetes como 14,5 milhões de motos e  motonetas. A frota de Bicicletas é estimada em mais de 75milhões.


Toda a parte Grifada, foi incluída, com base nas informações recebidas.

Agradecimento a  Antônio Miranda pelas correções

ABRACICO: Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.
UCB: União de Ciclistas do Brasil.

Fontes:

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Doe uma bicicleta.

O vídeo abaixo é um comercial de um programa do Estado de São Paulo, denominado "Pedalando e Aprendendo".

O vídeo já deve ter uns 2 anos, onde a idéia é incentivar a doação de bicicletas para crianças do interior  do estado se locomoverem até as escolas.

Este comercial tem a cara de um curta-metragem. Ele  usa assuntos aprendidos na escola para da enfoque a  imaginação das crianças.


Este programa também mantém cursos de mecânica de bicicleta para jovem, em parceria com o SENAI do estado de São Paulo.

Para saber mais sobre o Programa: http://www.pedalandoeaprendendo.sp.gov.br/conteudo/oque.html

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Monark.

Um comercial antigo das Bicicletas Monark da Suécia. A denominação "Cycle Chic" pode ser nova, mas  o pedalar com elegância é um conceito antigo. E a bicicleta era vista como forma de status.



No Brasil também há uma marca Monark,  esta indústria  brasileira com nome homônimo na verdade iniciou suas atividades comprando bicicletas Monark da Suécia, montando e distribuindo no Brasil. Se apoderando assim dizer do nome.

A indústria Brasileira também importava bicicletas da marca Centrum também sueca, assim há no meio dos colecionadores as bicicletas conhecidas com Monark-Centrum.

A Monark Sueca é uma empresa com mais de 100 anos fundada em 1908. Já a brasileira foi fundada em 1948.

Pagina da Monark Sueca: http://www.monarkexercise.se/default.asp?PageID=545
Pagina da Monark Brasileira: http://www.monark.com.br/

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Corredores de ônibus em obras. E as Calçadas?

As obras dos corredores de ônibus finalmente foram retomadas o que é uma boa noticia. Mas o projeto não compreende apenas o local onde passará o transporte público, mas também toda a via. Assim o projeto tem como meta diminuir o máximo possível o impacto sobre o transito de veículos, e dar melhor trafegabilidade e segurança a pedestres, portadores de necessidades especiais e ciclistas.

Mas não é o que estou vendo. Enquanto soluções para o carro estão sendo executadas e implantadas, asfaltamento de estrada, novos acessos e mudanças de trafego, a obras nas calçadas estão paradas.

Alem disto as obras não escondem de quem vai continuar a ser a preferência no trafego de Blumenau. Calçadas não estão sendo alargadas, o que seria o correto, elas estão sendo dividas para suportar o trafego de pedestres e ciclistas.

Obra parada desde dezembro com material depositado sobre o passeio atrapalhando e colocando em risco os pedestres e ciclistas (lembrando que nesta parte da via o trafego compartilhado de ciclista é permitido).


O comercial sobre os corredores de ônibus fala de ganhar minutos. Mas se alguém ficar um tempo olhando o cruzamento da Rua 7 de Setembro com a Floriano Peixoto, onde as obras para os carros já foram entregues e a dos pedestres e ciclistas estão paradas, com um monte de material de construção encima da calçada desde dezembro, notará que o cruzamento antes tinham 1 sinal de travessia para pedestre, que demorava um bom tempo, agora são 2 sinais não sincronizados. Isto ainda reforçado por um canteiro que ainda não foi modificado e por desnível acentuado na calçada. Os pedestres tem que se arriscar em atravessar uma via sem  sinalização correta ou funcional.

Dois sinais para pedestres  sem faixa de segurança e com desnível acentuado. E sem haver do outro lado da via um rebaixamento ou mesmo um caminho para o pedestres. 

O usuário ao acionar a botoeira para atravessar a primeira parte deve esperar o fim do ciclo do sistema semafórico que pode demorar, depois que chega ao meio tem que esperar cerca de 40 segundos pelo segundo sinal. 

Outra vez estão dando uma inversão ao direito de trafegar que deveria ser do menor para o maior, o carro está ganho privilégios sobre o pedestre. O cidadão está sendo marginalizados em favor de uma máquina.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Foto interessante

Sabe quando a gente vê uma foto e acha ela incrível?

Ocorreu isto comigo ao ver a foto abaixo. Semana passada em conversa com um amigo falei destes limpa neve das ciclovias de Copenhagem, ai ele me indagou se os limpadores jogavam a neve para cima dos carros. Fiquei sem saber responder até ver a foto abaixo.


Abaixo um Vídeo destes veículos de manutenção de ciclovias:

Snow Removal on Copenhagen's Bike Lanes from Copenhagenize on Vimeo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Uso da Bicicleta no Estado.

A FIESC apresentou ano passado um levantamento feito pelo SESI/SC sobre o uso da bicicleta como meio de transporte do trabalhador no estado de Santa Catarina.

Para mim estes dados estão incompletos pois levaram em conta só as regiões e cidades onde há unidades do SESI, assim cidades com grande Fluxo de ciclistas ficaram de fora, mas mesmo assim já dá para termos uma idéia do uso da bicicleta no estado.

Vamos aos dados:

Blumenau, 7,5%
Grande Florianópolis, 19,7%
Jaraguá do Sul, 24,4%
Joinville, 12,8%
Meio Oeste, 3,9%
Oeste, 4%
Planalto Norte, 10,5%
Sul do Estado, 15,2%

Outro ponto interessante é que a FIESC está com um programa de incentivo ao uso da bicicleta.

Matéria completa Link.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo em Itapema.

Primeira postagem de 2011 e vai ser sobre a virada do ano. Como muitos Blumenauenses estes ano fui passar a virada em uma praia a convite de uns amigos.

Assim fui para Itapema e lá dei umas voltinhas com a minha bicicleta dobrável que levei no porta malas do carro do meu amigo.

Minha dobrável enfrente ao mar.

Durante as voltas percebi um numero grande de bicicletas rodando pela região de Itapema nada muito organizado, não há ciclovias o ciclofaixas na parte central da cidade, mas há um grande número de paraciclos espalhados na frente das lojas, aparentemente todos eles colocados pelas lojas. Alguns deles com um grande fluxo de bicicletas, principalmente os localizados enfrente aos supermercados.

Uns dos muitos paraciclos espalhados pela cidade.

Também ouvi da reurbanização a orla da praia, quando ouvi isto imaginei as barbaridades já feitas em outras praias da região, uma estrada, com um calçadão cheio de quiosques encima, normalmente destruindo partes da praia para dar maior fluidez ao transito e locais para o estacionamento de carros.

A noite passei por uma pequena parte desta área reurbanizada e a primeira coisa que notei foi placas proibindo o acesso de carros, com exceções a alguns poucos, de prédios locais. Acredito que sejam prédios construídos anteriores a mudança.

Placa de proibido a passagem de carros e motos. no caso desta que tirei a foto é permitida a passagem apenas dos carros de um determinado prédio. Mais atrás há uma uma outra onde informa a lei e a multa para que desrespeitar. 


Nesta mudança foram feitas um calçadão e uma larga ciclovia. Como também foram instalados paraciclos bem sinalizados e de um modelo que gostei muito pois permite diversas formas de se prender a bicicleta.

Sinalização do Paraciclo

Paraciclo.

Não tive tempo de pesquisar assim não tenho como informar corretamente a extensão da ciclovia e  ter um parecer quanto ao seu uso. Mas quem sabe logo dou uma volta por lá para ter mais detalhe. Mesmo sabendo que a cidade vive dois momento distintos o de alta temporada e o de baixa temporada, que muda em muito o número populacional da cidade.

Mas fotos da mudança nas praias de Itapema colhidas no site skyscrapercity:

Nesta foto dá para ver a placa informando a localização do paraciclo que aparece ao fundo.

Ciclovia larga e sinalizada.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pequena retrospectiva de 2010

O ano de 2010 foi uma virada na minha vida de ciclista e por seguinte no Blog:

-Assumi minha condição d e ciclo-ativista.

-Me associei a ABCiclovias, Transporte Ativo e União de Ciclistas do Brasil.

-Em agosto deste ano comecei a dar mais atenção ao Blog, colocando metas mensais nele.

-Alem do deste Blog também fui convidado a ajudar na coordenação do site de ABC e do Blog da Bici-sc.

-Já criei metas para o inicio de 2011, tanto para o Blog como para outros projetos, alguns deles já em prática.

Em Blumenau:

-Ganhamos mais alguns metros de ciclofaixas, muitas delas ainda pequenas e isoladas. E algumas com uma falta de respeito ao ciclista por conta da forma que foram feitas.

-Em pelo menos 2 eventos a Rua XV é fechada para a circulação de veículos automotores, apesar que em um deles os mesmo ainda estão de forma estática dominando a via.

-A manutenções em ciclovias e ciclofaixas não foram executadas a contento e na velocidade devida. Há acessos cicloviários em péssimo estado.

-Problemas de desrespeito, já conhecidos, ainda estão sendo feitos, sem que a autoridades competentes tomem as devidas providencias. Posso citar a Cilofaixa enfrente ao Machado de Assis, onde pais dão o mal exemplo aos filhos, a cilofaixa da 25 de julho enfrente ao antigo bar do alemão e a ciclovia da República argentina que foi danificada para se transformar em estacionamento de carros.

- Este ano foi anunciado a ciclofaixa da 7 Setembro e que todos os novos projetos viário serão executados em conjunto com projetos cicloviários. É esperar para ver se vão fazer coisa decente. Mas já vou adiantado pelo que já vi, a falta de respeito com o pedestre, ciclista e cadeirante ainda existe por conta de alguns planejadores da prefeitura.


Feliz 2011 para todos.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

As capitais das bikes

 Abaixo segue uma reportagem da Revista Alfa da Editora Abril, sobre mudança de comportamento envolvendo bicicleta. O que mais me chama a atenção é a colocação da bicicleta como um veiculo de transporte, uma opção incentivada pelos governos e não um transporte alternativo.

Obs: Agradecimento a Fabrico José Barbosa pela indicação da matéria

Link da Reportagem: Revista Alfa

Reportagem:

As capitais das bikes

Como os moradores de Berlim e de outras importantes metrópoles transformaram a bicicleta num veículo para ficar em forma e respeitar o meio ambiente



Berlim é a capital mundial da música eletrônica e epicentro de toda e qualquer bagunça noturna na Europa. Na cidade mais populosa da Alemanha, com 3,4 milhões de habitantes, borbulham bares, clubes e festas clandestinas. Nessa efervescente vida boêmia, um detalhe que chama a atenção dos visitantes é a ausência de serviços de manobrista nas portas das baladas. Em Berlim, no lugar dos valets há inúmeras bicicletas esperando seus donos voltarem depois de muitas cervejas. “Pedalar bêbado faz parte da vida berlinense”, afirma Emilie Trice, uma americana de 28 anos que trabalha numa galeria de arte na região central da metrópole. “Eu só me considerei integrada à cidade depois que saí de uma festa e enfiei minha bicicleta num poste.”

A presença cada vez maior das bikes em Berlim não se resume ao circuito da vida noturna. Graças a uma série de políticas públicas implantadas há mais de dez anos, a cidade tem hoje um total de 775 quilômetros em ciclovias, quase 34 vezes a mais que São Paulo, cuja população é três vezes maior que a de Berlim. Estima-se que a metrópole alemã tenha 500 000 usuários de bikes, correspondendo a quase 10% do tráfego.


O mais impressionante de tudo é que essa multiplicação de ciclistas ocorre num lugar onde marcas como Mercedes e BMW sempre foram motivo de orgulho nacional. “Aqui, as bicicletas se tornaram parte da cultura, na questão do trânsito elas são consideradas iguais aos carros. Se um automóvel está atrás de uma bicicleta, não acontece de ele buzinar ou ultrapassar”, afirma o consultor mineiro Gustavo Gardini, 33 anos, que mora em Berlim desde 2003.


Um dos serviços disponíveis para estimular a multiplicação de ciclistas urbanos é o Call a Bike, implantado na Alemanha em 2001. Para sair pedalando em uma das 6 000 bicicletas que ficam disponíveis em estacionamentos espalhados pelas ruas de 60 cidades do país, basta fazer uma ligação ou entrar no aplicativo online pelo celular. O sistema destrava o cadeado da bike escolhida e, ao fim do percurso, calcula o valor da corrida com base no tempo e na distância percorridos — os preços são 8 centavos de euro o minuto ou 9 euros o dia. Somente no último ano, o aumento do número de usuários do Call a Bike foi de quase 70% na Alemanha.

A estatal Deutsche Bahn, empresa responsável pela administração do serviço, encara o sistema hoje como um elo importante da rede de transporte. “Cada bicicleta custa 1 000 euros. Se analisarmos isso isoladamente, realmente não dá lucro. Mas as vantagens são enormes quando se pensa em termos de sustentabilidade, com a redução na emissão de poluentes”, afirmou a ALFA Wolfgang Pelousek, um dos diretores da DB International.

Não são apenas os moradores de Berlim que transformaram a bicicleta num veículo para desafogar o trânsito e, de quebra, criar uma rotina mais saudável. Entre outros benefícios, o ciclismo ajuda a melhorar a capacidade cardiovascular e respiratória, além de trabalhar os músculos das pernas. Enquanto Berlim virou um exemplo mundial de como adaptar aos ciclistas uma grande metrópole e com uma forte cultura de carros, Copenhague, capital da Dinamarca, ficou conhecida como o lugar onde se realiza a experiência mais radical de uso de bikes no trânsito urbano. No país, elas respondem por quase 40% do tráfego. Para facilitar a vida dos ciclistas, foram criados estacionamentos, pontes exclusivas e vagões especiais no metrô.


A cidade de Amsterdã, na Holanda, tem uma política pública muito parecida. Suas ruas estreitas e os canais não permitem um bom fluxo de carros, muito menos espaço para estacionar. As viagens de bike são responsáveis por cerca de 40% do transporte urbano.

No Brasil, há projetos vagos falando sobre a criação de mais de 100 quilômetros de espaços especiais para o trânsito de bicicletas nas grandes cidades. Apesar do descaso do poder público, o número de ciclistas vem aumentando. A cada ano, são vendidas no país mais de 5 milhões de bikes, para todos os estilos e gostos. O trânsito e a violência são utilizados como argumentos para justificar por que os exemplos internacionais não podem ser replicados aqui.


A cidade de Bogotá, na Colômbia, enfrentava problemas semelhantes. Mesmo assim, investiu pesado no assunto a partir do final da década de 90 e, em quatro anos, construiu 400 quilômetros de ciclovias, como uma forma de desafogar o tráfego. Chamadas de ciclo-rutas, elas não disputam lugar com os carros. Ficam nas calçadas ou em ilhas entre uma pista e outra. “Uma ciclovia mostra que os cidadãos em uma bicicleta de 30 dólares são tão importantes quanto os motoristas que dirigem carros de 30 milhões de dólares”, diz o ex-prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa. Ele foi o responsável pela implantação do programa de ciclovias e hoje trabalha como consultor e presidente do conselho do Instituto de Transporte e da Política de Desenvolvimento (ITPD), em Nova York, que promove o transporte sustentável. Desde o início da construção das ciclo-rutas, o uso de bicicletas quintuplicou em Bogotá. “Você sente que está num lugar que funciona só de ver gente andando de bicicleta. Sabe que aquilo não é uma selva”, diz o diplomata Jose Roberto de Andrade Filho, que serviu na embaixada brasileira em Bogotá entre 2003 e 2007.

Matéria de Mariana Baccarin, de Berlim

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Blumenau 2050.

Na Seção carta do Jornal de Santa Catarina, sai uma série de opiniões relacionadas e sobre o projeto Blumenau 2050.

Como há duas correntes em discussões uma sobre a construção de prédios e outra sobre trânsito, mesmo que a primeira influa na segunda e visse versa, me aterei as discussões sobre trânsito. Para que quiser ver o link da seções colocarei no final.

Para entender  o que iniciou a discussão foi uma carta no Jornal dos dias 18 e 19:

BLUMENAU 2050


Muito se fala do Projeto Blumenau 2050. Fechar ruas, tirar rotatórias, mudança no sentido de vias etc. O que realmente precisamos para um futuro ousado é construir viadutos, pontes, novas ruas e avenidas. Se não fizerem isso, do jeito que estão planejando, não chegaremos ao tal Projeto 2050. Sem contar que as ruas estão um verdadeiro queijo suíço e nem calçadas decentes para pedestres temos para caminhar com segurança.

José Mauri
Digitador - Blumenau
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No dia 20  saiu como Trânsito a seguinte resposta:

TRÂNSITO


Quais os exemplos de ousadia que Blumenau deveria seguir? São Paulo, com pontes e viadutos e muitas avenidas, onde existem os maiores congestionamentos do Brasil, além dos piores índices de qualidade do ar do mundo? Ou exemplos de muitas cidades pelo mundo que optaram por políticas que valorizam o cidadão, refletindo em qualidade de vida.

Jandir Rogério Haack
Estudante - Blumenau
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E no dia de hoje 21 saiu uma como trânsito que pegou uma palhinha da discussão sobre o acesso de Bombinhas com o modo de vida dependente do carro do blumenauense e outra como Blumenau 2050 falando sobre trânsito e cidade mais democrática:

TRÂNSITO



Pede-se pontes, túneis e viadutos em Blumenau e o segundo acesso em Bombinhas, obras que transferem o congestionamento para outro ponto. Não se observa que a causa do problema é sermos reféns do carro até para ir à padaria da esquina. Calçadas e ciclovias não existem para trajetos curtos e ruas são projetadas apenas para carros. Onde iremos parar?


Fabrício José Barbosa
Arquiteto - Blumenau


BLUMENAU 2050 (2)


O Projeto Blumenau 2050 deve ser revisto periodicamente, pois a realidade de 2050 pode não vir a ser esta vislumbrada pelos projetistas de hoje. Quanto à sugestão do leitor José Mauri (Santa, 18 e 19 de dezembro), a construção de pontes, viadutos e congêneres não melhora de fato o trânsito. Caso contrário, São Paulo seria um primor em mobilidade urbana. Deve-se ter cuidado em não desfigurar e a cidade em que vivemos, e sim aprender a conviver com o espaço existente, utilizando-se o veículo particular quando necessário. Os investimentos devem priorizar transporte coletivo, calçadas e ciclovias. Essa é a realidade de uma cidade que pretende ser democrática e viável.

Wilberto Boos
Presidente da ABC Ciclovias
________________________________________
Infelizmente para a maioria das pessoas o problemas relacionados com a cidade se resolve com obras imensas que desvirtuam a própria existência de um local como cidade. Cidade deve ser um lugar para se viver em comunidade e não apenas um lugar de passagem de carro.


Link's:
Jornal do Santa dias 18 e 19.
Jornal do Santa dia 20.
Jornal do Santa dia 21.

sábado, 18 de dezembro de 2010

ABC Vídeo.

O Presidente da ABC, Sr. Eldon Jung,  participou das filtragens para um pequeno documentário que é parte de um projeto denominado "Bike to Work". O vídeo foi gravado e produzido por Ben Hilton, um estadunidense que mora em Florianópolis.

O documentário com a participação do Senhor Eldon:


BtW2010 from bsundancer on Vimeo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Passeio Noturno de Natal.

A ABC (Associação Blumenauense Pró-Ciclovias) promove no dia 23/12 (quinta-feira) um passeio noturno em comemoração ao natal, pelo centro da cidade.

Para participar pede-se que os interessados compareçam vestidos com camisa na cor branca e com gorrinho de natal.

A idéia é levar a alegria do natal sobre duas rodas.




    
 Informações:
-Saida:  Parque Ramiro Ruediger.
-Horário: 19:00 hs
-Vestimentas: Camisa Branca e Gorrinho de natal.
-Acessório de segurança:  Luzes de sinalização dianteiras e traseiras(Se quiser pode exagerar nas luzes).Atualizado em ( 17-Dez-2010 )







terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Curta. A Ilha

Um curta de animação nacional:



Este vídeo em parte retrata a verdade do nosso trânsito, onde o carro é mostro das estradas, e onde temos que tomar todo o cuidado, para não sermos vitimas deste mostro. Faixa de pedestre sem o sinaleiro não serve para nada.

O medo representado no vídeo é o o estereótipo do medo que muitos sentem em sair de casa, a pé o de bicicleta.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

360 lançamento...

Semana passada a Loja 360, localizada na Rua 7 de Setembro, fez o lançamento em Blumenau da Marca de bicicletas esportivas Focus, de origem alemã.

A minha preferência são bicicletas destinadas a atividade, urbanas e cicloturismo, assim acabei indo apenas para conhecer a marca na esperança de encontrar alguma bicicleta nova nestes segmentos.

As Bicicletas  Focus, são bonitas, todas em alumínio ou em carbono, com peças de primeira linha e feitas com alta qualidade, ideal para quem quer desempenho. Algumas destas com um preço competitivo no mercado brasileiro. A marca chega para brigar na linha MTB e Speed.

As Focus são ótimas mas não são para o meu gosto, mas durante o lançamento em conversa com um dos sócios da loja, fiquei sabendo que eles estariam trazendo a bicicleta dobrável Blitz.

E hoje fui lá ver a bicicleta, e para minha surpresa, não apenas a dobrável da marca está a venda, mas também a série Comodo.

A Blitz teve um inicio considerado ruim no mercado brasileiro com produtos de baixa qualidade a preço bem abaixo do mercado. Mas agora parece querer inverter esta situação trazendo bicicletas com grupo Shimano e com garantia de 3 anos no quadro.

As modelos Comodo  da Blitz são  bicicletas confort, padrão urbano, com guarda corrente e 21 marchas, toda em grupo Shimano, se assemelhando em muito as bicicletas City européias em seu desenho, havendo dois modelos aro 26 e aro700 (28). 


Lançamento da Focus


Tenho que confessar fui lá para negociar a dobrável e sai com duvida sobre a bicicleta a ser comprada. Até o natal decido, qual o presente eu vou comprar para mim... Só sei a marca...

Modelo Comodo aro 26.

COMTRANBLU terá em sua pauta Paraciclos.

Amanhã em reunião do COMTRANBLU  um dos itens de pauta é a instalação de paraciclos, no centro da cidade. Estes mobiliário seria colocado em locais enfrente a lojas interessada, onde uma vaga de estacionamento de automóvel seria convertida em bicicletário contendo 4 paraciclos com capacidade total para 8 bicicletas. E o custo de instalação ficaria a cargo do  empresário, que se interessar,  sem custo ao erário público municipal.

Outro ponto é que o modelo escolhido para a apresentação é o  modelo estilizado que há na frente da antiga loja da Zás Color da XV de Novembro.

Paraciclo enfrente a antiga Zás Color

Modelo proposto

Se aprovado em discussão no COMTRANBLU, que não tem poder deliberativo, fica a cargo dos poderes executivo e legislativo a aprovação.

domingo, 12 de dezembro de 2010

III Passeio Ciclistico do Diabetes (Fotos)

O III Passeio Ciclístico do Diabetes, foi realizado neste sábado, por motivo da chuva que ocorreu na semana passada. Mas outra vez por motivo da chuva o passeio foi prejudicado, não choveu durante o evento mais cerca de 30 minutos antes da data marcada caiu uma pequena chuva.

Apesar de contar com poucas pessoas o passeio foi muito bom....






 

sábado, 11 de dezembro de 2010

Canteiros de Flores e Bicicletários.

Na Sexta feira o colunista Valther Osthermann público a imagem abaixo,enviada pelo Sr. Vilmar Giovanella Junior, acompanhada pelo seguinte texto:

"O leitor Vilmar Giovanella Junior envia este flagrante colhido na Rua XV e se manifesta preocupado com a manutenção dos canteiros de flores.


– A maioria cuida, mas têm alguns..."


Hoje saiu mais uma nota na mesma coluna:

"Os adeptos da bicicleta como meio de transporte saudável e ambientalmente limpo admitem que os canteiros de flores das ruas de Blumenau não são locais apropriados para o estacionamento das magrelas. Mas lembram que para eles é reservado quase nenhum espaço, nem mesmo na maioria dos estacionamentos pagos.


E solicitam à coluna que transmita um singelo recado às autoridades: 'Olhai por nós'."

Vamos a algumas observações:

Primeiramente analisando a foto, notasse que o dono, provável dona, da bicicleta se preocupou com as plantas, já que bicicleta só tem contato com a arvore e a grama. As flores estão intactas nesta imagem.

Segundo esta foto demonstra um problema já abordado por este blog, a falta de bicicletário na cidade.

Apesar de uma melhora nas políticas públicas em favor da bicicleta ainda não se vê  investimento em área de estacionamento, são poucos os locais próprios para a bicicletas.  Na Rua 7 são quase inexistentes os bicicletários, um dos poucos é o do shopping que cobra R$  5,00.


Assim os ciclistas tem que achar soluções como a da foto  do jornal ou estas abaixo:


Esta é a minha bicicleta estacionada na frente do Shopping, pagaria para deixar ela estacionada, desde que o valor fosse condizente  com o valor  e o espaço usado pelo veículo.



Se os lojistas e políticos investirem em locais para bicicletas podem estar ganhando a simpatia de muitos, e por seguinte a fidelidade de um grupo de pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte.


Links:
http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,183,3137050,16064
http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,183,3138433,16071
http://bicicletasdovale.blogspot.com/2009/10/bicicletario.html

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O III Passeio Ciclistico do Diabetes

Por motivo da Chuva o III Passeio Ciclístico do Diabetes que deveria ocorrer no domingo dia 05/12foi transferido para Amanhã sábado 11/12.


Trajeto: iniciará na Rua XV de Novembro esquina com Nereu Ramos, passando pela Beira Rio, Ponte de Ferro, Túnel, seguindo pelo antigo leito da estrada de ferro, passando pela Ponte dos Arcos, Rua Itajaí, Rua das Palmeiras (Duque de Caxias), Amazonas, Hermann Huscher (Viena Park), Alameda e retornando a Rua XV. 


Saída as 9:00h.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Perigos de uma obra inacabada

Hoje no Jornal do Santa, achei diversas coisas para colocar aqui no blog, três delas coisas proferidas pelo Walther Ostermann, desta vez não foi coisas que eu gostei, uma delas é a sua defesa sobre a moto como solução ao trânsito que já dura umas 3 semana. Ele não leva em conta que uma moto causa tanta poluição atmosférica, auditiva e visual quanto um carro. O numero de vitimas fatais encima de uma moto supera em muito todos os outros modais de transportes.

Mas esta discussão deixarei para outro dia. Hoje o que mais me chamou a atenção é uma matéria sobre o Trevo da Mafisa e a falta de segurança a pedestres e ciclistas. Mais uma das diversas obras inacabadas de Blumenau inauguradas antes de completadas e sem previsão para o seu termino.  Não precisamos pensar muito para vermos quantas destas já foram entregadas nas ultimas administrações da nossa cidade.

-Beira Rio, só metade e mesmo assim a metade entregue até hoje está com os postes no meio da calçada.
-Via Expressa,  sem marginal, sem viaduto, sem local para pedestres e ciclistas.
-Binário da Humberto de Campos, só até a Rua Deodoro da Fonseca.
-Sistema cicloviário de Blumenau.
-Revitalização da Antiga Prefeitura, só parte do projeto foi executado.


A Matéria:


Link: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,186,3131929,16034

Perigos de uma obra inacabada


Sem acesso subterrâneo, acostamento e calçada, local é cenário de imprudências
BLUMENAU - Movimento intenso, rostos assustados, sons de buzinas, pedaladas rápidas e medo. Um misto de sentimentos e ações que configuram a tarde de quem passa pelo Viaduto da Mafisa. E o cenário não tem prazo para se alterar. Com a ausência do acesso subterrâneo para quem sai da BR-470 e quer seguir em direção à Itoupavazinha, muitos motoristas cometem imprudências. Fazem conversões proibidas enquanto pedestres e ciclistas se arriscam em meio ao movimento, como mostram os flagrantes que estampam estas páginas. Nas marginais de acesso, as pessoas precisam andar pela pista, pois não há acostamento nem calçadas.

– Há uns dois meses, um carro quase me atropelou quando eu estava passando por aqui. Falta acostamento, porque aqui tem fluxo intenso de veículos e pessoas – alerta Luiz Carlos Gomes, trabalhador da construção civil que passa com frequência pelo viaduto de bicicleta.

A operadora de caixa Izilda Behling passa por uma das marginais todos o dias para pegar o ônibus que a leva para casa:

– Vir por aqui é um perigo constante, mas prefiro passar por baixo do viaduto porque o pessoal abusa da velocidade na parte de cima.

Dnit não tem prazo para recomeçar a obra

Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), semanalmente são registrados acidentes no local, envolvendo motoristas que saem da BR-470, entram na marginal para ingressar na Rodovia Guilherme Jensen (SC-474) e ignoram a preferência de quem desce o viaduto.

Com a obra parcialmente entregue, o supervisor regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Elifas Marques, afirma que os trabalhos finais estão parados e aguardam a liberação de empresas que mantêm cabos e fiação no ponto onde a passagem subterrânea será feita. Conforme o superintendente do Dnit, João José dos Santos, também é necessário encerrar as desapropriações de terrenos para executar a parte final do viaduto. Santos observa que no local serão reservados espaços para pedestres e ciclistas para evitar que se arrisquem em meio ao movimento.

– Assim que o município concluir as desapropriações será definido o início das obras – assegura o responsável.

Procuradora de Blumenau, Marli Ziecker Bento garante que a posse do terreno já está com o município, mas a Justiça precisa determinar o valor a ser pago para o proprietário. A administração municipal aceita pagar R$ 237 mil, definido por meio de uma avaliação de profissionais especializados. Porém, o dono do imóvel pede mais de R$ 500 mil.

– Quando o judiciário definir o valor, faremos o pagamento e teremos a permissão para que as obras sejam retomadas – afirma Marli.

anderson.silva@santa.com.br
ÂNDERSON SILVA

O QUE PREVÊ O PROJETO
- Estão previstos na obra do Viaduto da Mafisa 830 metros de calçada, com três metros de largura na pista direita ao viaduto, sentido Blumenau/Massaranduba. Serão implantadas desde a cabeceira até o acostamento da esquerda na Rodovia Guilherme Jensen, próximo ao Posto RG
- Haverá faixa de segurança para pedestres que saem do viaduto e cruzam as marginais de acesso à BR-470 para chegar à Rodovia Guilherme Jensen
- O acesso subterrâneo à Itoupavazinha também será contemplado com calçada com a mesma dimensão na pista da direita, separada da faixa dos carros por guarda-corpo
Fonte: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Segurança.

Achei uns vídeos sobre segurança no trânsito de autoria da RBS TV, um deles é sobre bicicleta:




PS: No blog inaugurei  um espaço para a segurança do ciclista: http://bicicletasdovale.blogspot.com/p/seguranca.html

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Garrafas e Lixo.

O Código de Trânsito Brasileiro nos diz que bicicleta, quando em via não provida de ciclofaixa, ciclovia, deve seguir o fluxo do trânsito nas bordas da pista de rolamento.

Mas quem anda de bicicleta sabe que não é fácil andar da borda da pista de rolamento, neste local é onde normalmente tem imperfeições no calçamento, as bocas de lobos são um perigo ao ciclista, já que seus chanfros são normalmente  grandes e  mal projetados, além de que é nesta região que se acumula todo o lixo e areia presente na via.

Mas entre todos os lixos o que está cada vez mais presente são as garrafas de vidro quebradas. Um amigo tem a teoria de que isto se deve a proibição de consumo de bebidas alcoólicas em postos de gasolina, assim os bebuns e mal-educados consomem a bebida no interior do veículo em movimento e para se desfazer da prova contra o seu crime jogam a garrafa nas laterais da via, que com o impacto se quebra.

Este ato além de ser uma falta de educação e desrespeito  é um perigo aos ciclistas e pedestres que podem se cortar com estes pedaços de garrafas. O ciclista também pode ter o pneu da bicicleta furado ou rasgado por estes objetos.  

Garrafas, lixo e areia depositada na borda da via.

Resto de garrafa quebrado na lateral da via.

Esta imagem é de uma ciclofaixa, mas resume bem os problemas das bordas das pistas de rolamento, os chanfros da boca de lobo é em paralelo com a via e há deformidade no piso.