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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Blumenau 2050.

Na Seção carta do Jornal de Santa Catarina, sai uma série de opiniões relacionadas e sobre o projeto Blumenau 2050.

Como há duas correntes em discussões uma sobre a construção de prédios e outra sobre trânsito, mesmo que a primeira influa na segunda e visse versa, me aterei as discussões sobre trânsito. Para que quiser ver o link da seções colocarei no final.

Para entender  o que iniciou a discussão foi uma carta no Jornal dos dias 18 e 19:

BLUMENAU 2050


Muito se fala do Projeto Blumenau 2050. Fechar ruas, tirar rotatórias, mudança no sentido de vias etc. O que realmente precisamos para um futuro ousado é construir viadutos, pontes, novas ruas e avenidas. Se não fizerem isso, do jeito que estão planejando, não chegaremos ao tal Projeto 2050. Sem contar que as ruas estão um verdadeiro queijo suíço e nem calçadas decentes para pedestres temos para caminhar com segurança.

José Mauri
Digitador - Blumenau
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No dia 20  saiu como Trânsito a seguinte resposta:

TRÂNSITO


Quais os exemplos de ousadia que Blumenau deveria seguir? São Paulo, com pontes e viadutos e muitas avenidas, onde existem os maiores congestionamentos do Brasil, além dos piores índices de qualidade do ar do mundo? Ou exemplos de muitas cidades pelo mundo que optaram por políticas que valorizam o cidadão, refletindo em qualidade de vida.

Jandir Rogério Haack
Estudante - Blumenau
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E no dia de hoje 21 saiu uma como trânsito que pegou uma palhinha da discussão sobre o acesso de Bombinhas com o modo de vida dependente do carro do blumenauense e outra como Blumenau 2050 falando sobre trânsito e cidade mais democrática:

TRÂNSITO



Pede-se pontes, túneis e viadutos em Blumenau e o segundo acesso em Bombinhas, obras que transferem o congestionamento para outro ponto. Não se observa que a causa do problema é sermos reféns do carro até para ir à padaria da esquina. Calçadas e ciclovias não existem para trajetos curtos e ruas são projetadas apenas para carros. Onde iremos parar?


Fabrício José Barbosa
Arquiteto - Blumenau


BLUMENAU 2050 (2)


O Projeto Blumenau 2050 deve ser revisto periodicamente, pois a realidade de 2050 pode não vir a ser esta vislumbrada pelos projetistas de hoje. Quanto à sugestão do leitor José Mauri (Santa, 18 e 19 de dezembro), a construção de pontes, viadutos e congêneres não melhora de fato o trânsito. Caso contrário, São Paulo seria um primor em mobilidade urbana. Deve-se ter cuidado em não desfigurar e a cidade em que vivemos, e sim aprender a conviver com o espaço existente, utilizando-se o veículo particular quando necessário. Os investimentos devem priorizar transporte coletivo, calçadas e ciclovias. Essa é a realidade de uma cidade que pretende ser democrática e viável.

Wilberto Boos
Presidente da ABC Ciclovias
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Infelizmente para a maioria das pessoas o problemas relacionados com a cidade se resolve com obras imensas que desvirtuam a própria existência de um local como cidade. Cidade deve ser um lugar para se viver em comunidade e não apenas um lugar de passagem de carro.


Link's:
Jornal do Santa dias 18 e 19.
Jornal do Santa dia 20.
Jornal do Santa dia 21.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Perigos de uma obra inacabada

Hoje no Jornal do Santa, achei diversas coisas para colocar aqui no blog, três delas coisas proferidas pelo Walther Ostermann, desta vez não foi coisas que eu gostei, uma delas é a sua defesa sobre a moto como solução ao trânsito que já dura umas 3 semana. Ele não leva em conta que uma moto causa tanta poluição atmosférica, auditiva e visual quanto um carro. O numero de vitimas fatais encima de uma moto supera em muito todos os outros modais de transportes.

Mas esta discussão deixarei para outro dia. Hoje o que mais me chamou a atenção é uma matéria sobre o Trevo da Mafisa e a falta de segurança a pedestres e ciclistas. Mais uma das diversas obras inacabadas de Blumenau inauguradas antes de completadas e sem previsão para o seu termino.  Não precisamos pensar muito para vermos quantas destas já foram entregadas nas ultimas administrações da nossa cidade.

-Beira Rio, só metade e mesmo assim a metade entregue até hoje está com os postes no meio da calçada.
-Via Expressa,  sem marginal, sem viaduto, sem local para pedestres e ciclistas.
-Binário da Humberto de Campos, só até a Rua Deodoro da Fonseca.
-Sistema cicloviário de Blumenau.
-Revitalização da Antiga Prefeitura, só parte do projeto foi executado.


A Matéria:


Link: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,186,3131929,16034

Perigos de uma obra inacabada


Sem acesso subterrâneo, acostamento e calçada, local é cenário de imprudências
BLUMENAU - Movimento intenso, rostos assustados, sons de buzinas, pedaladas rápidas e medo. Um misto de sentimentos e ações que configuram a tarde de quem passa pelo Viaduto da Mafisa. E o cenário não tem prazo para se alterar. Com a ausência do acesso subterrâneo para quem sai da BR-470 e quer seguir em direção à Itoupavazinha, muitos motoristas cometem imprudências. Fazem conversões proibidas enquanto pedestres e ciclistas se arriscam em meio ao movimento, como mostram os flagrantes que estampam estas páginas. Nas marginais de acesso, as pessoas precisam andar pela pista, pois não há acostamento nem calçadas.

– Há uns dois meses, um carro quase me atropelou quando eu estava passando por aqui. Falta acostamento, porque aqui tem fluxo intenso de veículos e pessoas – alerta Luiz Carlos Gomes, trabalhador da construção civil que passa com frequência pelo viaduto de bicicleta.

A operadora de caixa Izilda Behling passa por uma das marginais todos o dias para pegar o ônibus que a leva para casa:

– Vir por aqui é um perigo constante, mas prefiro passar por baixo do viaduto porque o pessoal abusa da velocidade na parte de cima.

Dnit não tem prazo para recomeçar a obra

Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), semanalmente são registrados acidentes no local, envolvendo motoristas que saem da BR-470, entram na marginal para ingressar na Rodovia Guilherme Jensen (SC-474) e ignoram a preferência de quem desce o viaduto.

Com a obra parcialmente entregue, o supervisor regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Elifas Marques, afirma que os trabalhos finais estão parados e aguardam a liberação de empresas que mantêm cabos e fiação no ponto onde a passagem subterrânea será feita. Conforme o superintendente do Dnit, João José dos Santos, também é necessário encerrar as desapropriações de terrenos para executar a parte final do viaduto. Santos observa que no local serão reservados espaços para pedestres e ciclistas para evitar que se arrisquem em meio ao movimento.

– Assim que o município concluir as desapropriações será definido o início das obras – assegura o responsável.

Procuradora de Blumenau, Marli Ziecker Bento garante que a posse do terreno já está com o município, mas a Justiça precisa determinar o valor a ser pago para o proprietário. A administração municipal aceita pagar R$ 237 mil, definido por meio de uma avaliação de profissionais especializados. Porém, o dono do imóvel pede mais de R$ 500 mil.

– Quando o judiciário definir o valor, faremos o pagamento e teremos a permissão para que as obras sejam retomadas – afirma Marli.

anderson.silva@santa.com.br
ÂNDERSON SILVA

O QUE PREVÊ O PROJETO
- Estão previstos na obra do Viaduto da Mafisa 830 metros de calçada, com três metros de largura na pista direita ao viaduto, sentido Blumenau/Massaranduba. Serão implantadas desde a cabeceira até o acostamento da esquerda na Rodovia Guilherme Jensen, próximo ao Posto RG
- Haverá faixa de segurança para pedestres que saem do viaduto e cruzam as marginais de acesso à BR-470 para chegar à Rodovia Guilherme Jensen
- O acesso subterrâneo à Itoupavazinha também será contemplado com calçada com a mesma dimensão na pista da direita, separada da faixa dos carros por guarda-corpo
Fonte: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)